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Quem é o Cuidador?

         É um ser humano de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor à humanidade, de solidariedade e de doação. A ocupação de cuidador integra a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO sob o código 5162, que define o cuidador como alguém que “cuida a partir dos objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida”. É a pessoa, da família ou da comunidade, que presta cuidados à outra pessoa de qualquer idade, que esteja necessitando de cuidados por estar acamada, com limitações físicas ou mentais, com ou sem remuneração. Nesta perspectiva mais ampla do cuidado, o papel do cuidador ultrapassa o simples acompanhamento das atividades diárias dos indivíduos, sejam eles saudáveis, enfermos e/ ou acamados, em situação de risco ou fragilidade, seja nos domicílios e/ou em qualquer tipo de instituições na qual necessite de atenção ou cuidado diário. A função do cuidador é acompanhar e auxiliar a pessoa a se cuidar, fazendo pela pessoa somente as atividades que ela não consiga fazer sozinha. Ressaltando sempre que não fazem parte da rotina do cuidador técnicas e procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas, particularmente, na área de enfermagem. Cabe ressaltar que nem sempre se pode escolher ser cuidador, principalmente quando a pessoa cuidada é um familiar ou amigo. É fundamental termos a compreensão de se tratar de tarefa nobre, porém complexa, permeada por sentimentos diversos e contraditórios. A seguir, algumas tarefas que fazem parte da rotina do cuidador:

  •  Atuar como elo entre a pessoa cuidada, a família e a equipe de saúde.

  •  Escutar, estar atento e ser solidário com a pessoa cuidada.

  •  Ajudar nos cuidados de higiene.

  •  Estimular e ajudar na alimentação.

  •  Ajudar na locomoção e atividades físicas, tais como: andar, tomar sol e exercícios físicos.

  •  Estimular atividades de lazer e ocupacionais.

  •  Realizar mudanças de posição na cama e na cadeira, e massagens de conforto.

  •  Administrar as medicações, conforme a prescrição e orientação da equipe de saúde .

  •  Comunicar à equipe de saúde sobre mudanças no estado de saúde da pessoa cuidada.

  •  Outras situações que se fizerem necessárias para a melhoria da qualidade de vida e recuperação da saúde dessa pessoa.

Cuidados no domicílio para pessoas acamadas ou com limitações físicas?

  A higiene corporal além de proporcionar conforto e bem-estar se constitui um fator importante para recuperação da saúde. O banho deve ser diário, no chuveiro, banheira ou na cama. Procure fazer do horário do banho um momento de relaxamento.

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 Como proceder no banho de chuveiro com auxílio do cuidador

  •  Separe antecipadamente as roupas pessoais.

  •  Prepare o banheiro e coloque num lugar de fácil acesso os objetos necessários para o banho.

  •  Regule a temperatura da água.

  •  Mantenha fechadas portas e janelas para evitar as correntes de ar.

  •  Retire a roupa da pessoa ainda no quarto e a proteja com um roupão ou toalha.

  •  Evite olhar para o corpo despido da pessoa a fim de não constrangê-la.

  •  Coloque a pessoa no banho e não a deixe sozinha porque ela pode escorregar e cair.

  •  Estimule, oriente, supervisione e auxilie a pessoa cuidada a fazer sua higiene. Só faça aquilo que ela não é capaz de fazer.

 

 Após o banho, ajude a pessoa a se enxugar. Seque bem as partes íntimas, dobras de joelho, cotovelos, debaixo das mamas, axilas e entre os dedos. A higiene dos cabelos deve ser feita no mínimo três vezes por semana. Diariamente inspecione o couro cabeludo observando se há feridas, piolhos, coceira ou áreas de quedas de cabelo. Os cabelos curtos facilitam a higiene, mas lembre-se de consultar a pessoa antes de cortar seus cabelos, pois ela pode não concordar por questão religiosa ou por outro motivo. O banho de chuveiro pode ser feito com a pessoa sentada numa cadeira de plástico com apoio lateral colocada sobre tapete antiderrapante, ou em cadeiras próprias para banhos, disponíveis no comércio.

O que são cuidados paliativos?

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       Os cuidados paliativos se centram na qualidade e não na duração da vida. Oferecem assistência humana e compassiva para as pessoas nas últimas fases de uma doença incurável para que possam viver o mais confortavelmente possível.

       A filosofia dos cuidados paliativos aceita a morte como o estágio final da vida: ela afirma a vida e não acelera nem adia a morte. Os cuidados paliativos tratam a pessoa e não a doença, controlando os sintomas, para que os últimos dias de vida sejam dignos e com qualidade, cercado por seus entes queridos. Está também focada na família, o que inclui não só o paciente, mas sua família na tomada de decisões.

       Os cuidados paliativos são consistem no tratamento para alivio dos sintomas relacionados com a doença, sem o intuito curativo. Seu principal objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente, que decidirá junto com seu médico e familiares quando devem começar a realizar os cuidados paliativos.

       Um dos problemas com os cuidados paliativos é que é iniciado de forma tardia. Às vezes, o médico, o paciente ou familiar rejeitam a internação porque acreditam que dessa forma o paciente está se "entregando” ou que não existe mais esperança. Isso não é verdade. Se o paciente melhorar ou a doença entrar em remissão, o paciente terá alta e continuará a realizar uma série de ações contra o câncer em casa. Mas, a esperança é de uma vida de qualidade, oferecendo o melhor de cada dia durante os últimos estágios de uma doença avançada. 

       Alguns médicos não mencionam ou oferecem cuidados paliativos, assim o paciente ou algum familiar pode questionar sobre o assunto. Se o seu tratamento não está funcionando mais e as opções terapêuticas são cada vez menores ou caso não existam mais opções, você pode pedir ao seu médico para iniciar os cuidados paliativos

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